19 de setembro de 2005

SENSO COMUM

Parece mentira, mas esta semana concordei duas vezes com o que escreveu o João Pereira Coutinho no "Expresso". Nomeadamente no artigo em que se manifesta (por uma vez, benza-o Deus!) de forma sensata sobre a forma como a "homossexualidade" é tratada, hoje, em Portugal.
Num mês em que tivemos ao mesmo tempo, grupos de ignorantes, a apelarem ao ódio contra tudo o que não invista contra as mulheres (a não ser outras mulheres) e um bando de araras a dar o espectáculo patético da sua ignorância, enquanto vestem (com um gosto de fugir, na minha modesta opinião) uns bezerros condescentes, J.Pereira Coutinho vem lembrar que não há mérito nenhum na orientação sexual. Que existem pessoas. Que o sexo é amoral. Que sempre foi e tudo o que se possa elaborar à volta não passará de adjectivação.
Isto é do senso comum, claro. Mas nem por isso menos importante de ser lembrado.

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